{"id":4402,"date":"2024-11-09T02:07:41","date_gmt":"2024-11-09T02:07:41","guid":{"rendered":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/?p=4402"},"modified":"2024-11-13T02:09:30","modified_gmt":"2024-11-13T02:09:30","slug":"a-transformacao-das-cidades-para-enfrentar-a-crise-climatica-segundo-lider-brasileira-na-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/a-transformacao-das-cidades-para-enfrentar-a-crise-climatica-segundo-lider-brasileira-na-onu\/","title":{"rendered":"A transforma\u00e7\u00e3o das cidades para enfrentar a crise clim\u00e1tica, segundo l\u00edder brasileira na ONU"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Em entrevista exclusiva ao \u2018Estad\u00e3o\u2019, Anacl\u00e1udia Rossbach, diretora executiva do ONU-Habitat, fala sobre planejamento urbano, meio ambiente e crescimento das cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Priscila Mengue &#8211; editada por Mariana Collini em 09\/10\/2024\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A urbaniza\u00e7\u00e3o qualificada de favelas \u00e9 uma das maneiras de reduzir os impactos da crise clim\u00e1tica e, tamb\u00e9m, experi\u00eancias de pa\u00edses em desenvolvimento podem inspirar o planejamento urbano mundo afora, \u00e9 o que defende a brasileira Anacl\u00e1udia Rossbach. Em agosto, a economista foi empossada como subsecret\u00e1ria geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) ao assumir a diretoria executiva do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), sediado em Nair\u00f3bi, no Qu\u00eania.<\/p>\n\n\n\n<p>Por videochamada, a nova subsecret\u00e1ria concedeu uma entrevista ao Estad\u00e3o por chamada de v\u00eddeo, diretamente de Nova York, onde estava para compromissos do cargo. Antes, foi diretora para Am\u00e9rica Latina e Caribe do Instituto Lincoln de Pol\u00edtica de Solo (EUA), com passagens e consultoria anteriores em outras institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, como o Cities Alliance e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A economista teve a trajet\u00f3ria marcada pelo envolvimento em programas de planejamento urbano, habita\u00e7\u00e3o social e urbaniza\u00e7\u00e3o de assentamentos prec\u00e1rios. Dentre outros, costuma destacar seu trabalho no Banco Mundial, pelo qual prestou consultoria durante o desenvolvimento do Minha Casa Minha Vida e do PAC Urbaniza\u00e7\u00e3o de Favelas.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, confira os principais t\u00f3picos abordados durante a entrevista exclusiva ao Estad\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indica\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o para o cargo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei muito feliz com o convite. Minhas passagens por diversas organiza\u00e7\u00f5es, governo local, nacional, Banco Mundial, institui\u00e7\u00f5es internacionais, me ajudaram a perceber que, realmente, estava equipada para participar do processo. Foi um processo de sele\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Competitivo. Outros candidatos participaram. No fim, fui selecionada. \u00c9 uma vit\u00f3ria que compactuo com as pessoas e as mulheres latino-americanas e do Sul Global.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meio ambiente e COP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tem uma intersec\u00e7\u00e3o grande entre quest\u00f5es urbanas e ambientais. Haver\u00e1 uma confer\u00eancia importante em novembro no Egito: o F\u00f3rum Urbano Mundial. Vamos lan\u00e7ar um relat\u00f3rio sobre cidades, o World Cities Report, que, neste ano, tem o tema mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Estamos entendendo, cada vez mais, essa intersec\u00e7\u00e3o (das pol\u00edticas urbanas e de habita\u00e7\u00e3o). As cidades t\u00eam papel importante nas emiss\u00f5es, s\u00e3o respons\u00e1veis por 70% delas, mas por outro lado t\u00eam muitas oportunidades para trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Problemas hist\u00f3ricos das cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 a hist\u00f3ria que temos na Am\u00e9rica Latina, no mundo em geral? Planos diretores, planos urbanos, que s\u00e3o t\u00e9cnicos, top-down (de cima para baixo), sem consulta, sem participa\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, no Sul Global, copiamos modelos de planejamento urbano de cidades que n\u00e3o t\u00eam nosso contexto. Algo bacana que aconteceu na Am\u00e9rica Latina mais recentemente e no Brasil \u00e9 que come\u00e7amos a aprender a planejar para o nosso contexto. Temos favelas? Sim, temos. Ent\u00e3o, vamos coletar mais informa\u00e7\u00f5es, aprender mais sobre esses assentamentos, desenhar pol\u00edticas, identificar instrumentos de planejamento que possam ser atrelados a programas de investimento para a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Urbaniza\u00e7\u00e3o de favelas e meio ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se melhorar as condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o nos assentamentos prec\u00e1rios, se trabalhar pol\u00edticas de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, minimiza a necessidade de construir novas habita\u00e7\u00f5es. Novas habita\u00e7\u00f5es t\u00eam impacto ambiental: onde construir? J\u00e1 come\u00e7a no uso do solo, nos materiais etc. Construir uma casa sustent\u00e1vel, do ponto de vista ambiental, \u00e9 caro. Para as pessoas e para os governos, se precisa aplicar subs\u00eddios, embora a manuten\u00e7\u00e3o seja mais barata e o impacto ambiental, menor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expans\u00e3o das cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cidades est\u00e3o crescendo mais em territ\u00f3rio do que em popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 um fen\u00f4meno mundial. Essa expans\u00e3o urbana vai muito \u00e0 merc\u00ea de resid\u00eancias. Na covid, teve muita gente que se mudou para as outras \u00e1reas, condom\u00ednios fechados, sub\u00farbios etc. Temos favelas, ocupa\u00e7\u00f5es informais. E os projetos habitacionais constru\u00eddos em \u00e1reas perif\u00e9ricas, onde o solo \u00e9 mais barato. A cidade cresce levada por habita\u00e7\u00e3o, seja para classes mais altas, seja informalidade, seja habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Essa expans\u00e3o urbana gera situa\u00e7\u00f5es de risco. Estamos comendo o entorno ambiental, afetando a biodiversidade, com riscos de seguran\u00e7a alimentar. \u00c9 um processo de transforma\u00e7\u00e3o, de utiliza\u00e7\u00e3o do solo, de solo rural para urbano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cidades compactas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como pensar um planejamento urbano que minimize a expans\u00e3o urbana, que tenha estrat\u00e9gias equilibradas? Vamos adensar (aumentar popula\u00e7\u00e3o) de modo equilibrado, pensando em manter espa\u00e7os p\u00fablicos verdes etc. \u00c0 medida que a cidade cresce (em territ\u00f3rio), \u00e9 preciso construir mais infraestrutura. E isso tem pegada (de carbono), n\u00e9? E custo fiscal para os munic\u00edpios. Se trabalhar o planejamento urbano como espinha dorsal para onde e como as cidades v\u00e3o se desenvolver, pode trabalhar uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias de ganha-ganha, em termos sociais \u2014 de superar a fragmenta\u00e7\u00e3o, a segrega\u00e7\u00e3o, e gerar mais inclus\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o. Pode ter um resultado ganha-ganha em termos de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, gera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os verdes nas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Encontrar solu\u00e7\u00f5es nas cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer cidade, por mais adensada que esteja, a gente sempre vai achar oportunidades que possam ser utilizadas para atender \u00e0s necessidades sociais e em equil\u00edbrio com as quest\u00f5es ambientais. Tem v\u00e1rios estudos que mostram que, quando as cidades s\u00e3o mais compactas e adensadas, pode aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o fiscal e minimizar os gastos em constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura. O planejamento urbano \u00e9 uma ferramenta poderosa, mas ainda um ilustre desconhecido da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise mundial da habita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estaria aqui se n\u00e3o acreditasse que a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Especificamente na \u00e1rea urbana h\u00e1 uma crise mundial de habita\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dominador no Sul Global e no Norte Global. Temos brechas de poder aquisitivo grandes: a diferen\u00e7a entre o sal\u00e1rio m\u00e9dio das pessoas e o pre\u00e7o das casas \u00e9 historicamente grande. Temos o fen\u00f4meno de popula\u00e7\u00e3o de rua em muitas cidades do mundo. No Sul Global, h\u00e1 temas estruturais, que s\u00e3o as favelas. E o ONU-Habitat fala de 1 bilh\u00e3o de pessoas em favelas, mas acho que, depois da covid, esse n\u00famero aumentou. H\u00e1 casas sendo destru\u00eddas pelas guerras, pelos desastres, as pessoas for\u00e7adas a migrar, sa\u00edrem das suas \u00e1reas de origem por v\u00e1rios motivos, quest\u00f5es ambientais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas, de seguran\u00e7a. \u00c9 uma crise global.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transforma\u00e7\u00f5es poss\u00edveis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cidades s\u00e3o segregadas, desiguais, com preval\u00eancia grande de pobreza urbana. Para sair desse beco que parece sem sa\u00edda, precisa promover transforma\u00e7\u00f5es estruturais e sist\u00eamicas. No Brasil e na Am\u00e9rica Latina, avan\u00e7amos em rela\u00e7\u00e3o a isso. No Brasil, a Constitui\u00e7\u00e3o e o Estatuto das Cidades reconhecem a fun\u00e7\u00e3o social do solo, da propriedade. \u00c9 um elemento importante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exemplos do Sul Global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o do Equador entende que o solo \u00e9 um bem finito, que se esgota e que precisamos maximizar sua fun\u00e7\u00e3o social e ecol\u00f3gica para proteger as pessoas e o planeta e, a partir da\u00ed, planejar as cidades, desenhar estrat\u00e9gias de habita\u00e7\u00e3o etc. A Am\u00e9rica Latina tem exemplos concretos e ic\u00f4nicos de avan\u00e7os, como, por exemplo, o Plano Diretor de Bogot\u00e1, que inclui todo um sistema de cuidados, de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade do entorno ambiental do munic\u00edpio. Mostra a\u00ed uma evolu\u00e7\u00e3o importante, sist\u00eamica, que serve de amparo para um planejamento mais sustent\u00e1vel, orientado \u00e0s pessoas e \u00e0 natureza, para pol\u00edticas de habita\u00e7\u00e3o que sejam mais inclusivas, de urbaniza\u00e7\u00e3o de favelas, de transforma\u00e7\u00e3o de assentamentos prec\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos estar em um caminho de encontrar solu\u00e7\u00f5es e superar essas quest\u00f5es estruturais, embora os desafios sejam grandes. O impacto dos desastres nas popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis \u00e9 desproporcional. Nesses dias, havia enchentes na Europa Central e na \u00c1frica Central. E, quando se olha as imagens, se pensa em redes de prote\u00e7\u00e3o social e de ajuda, na capacidade da Europa versus \u00c1frica Central, que est\u00e1 sofrendo muito mais. \u00c9 quest\u00e3o de urg\u00eancia trabalhar nisso. E \u00e9 importante estabelecer prioridades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sabedoria local e tecnologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es culturais est\u00e3o cada vez vindo mais \u00e0 tona. Na Col\u00f4mbia, tem um caso ic\u00f4nico do plano diretor de Santa Marta, que incorpora elementos da sabedoria ind\u00edgena no planejamento urbano. E, por outro lado, h\u00e1 o uso da tecnologia. O uso dos dois ajuda no processo de transforma\u00e7\u00e3o sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Smart cities<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estamos em uma encruzilhada: precisa ter bom senso sobre como utilizar as tecnologias. Ter cuidado para n\u00e3o contar s\u00f3 com isso. Se for utilizar, por exemplo, as informa\u00e7\u00f5es de aplicativos de transporte para planejar uma cidade, tem de pensar que tem muitas mulheres pobres n\u00e3o pegam aplicativo de transporte. Ent\u00e3o, a forma como se movem n\u00e3o vai estar incorporada. H\u00e1 dados dispon\u00edveis, mas quem est\u00e1 refletido neles? Tamb\u00e9m precisa ter cuidado com a divis\u00e3o digital: vimos, na covid, como pessoas em assentamentos prec\u00e1rios sofreram porque tinham dificuldade de acesso \u00e0 internet, seja para procurar emprego, seja para estudar. Nesse aspecto, o conceito de smart cities pode ajudar a trabalhar de maneira a promover a inclus\u00e3o das pessoas em situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 disputa por recursos, mas h\u00e1 a possibilidade de ter um caminho para identificar consci\u00eancia, entendimentos, acordar o que \u00e9 urg\u00eancia, e enxergar para al\u00e9m disso. \u00c9 complexo fazer isso em mundo que est\u00e1 cheio de conflitos, guerras, polarizado por quest\u00f5es pol\u00edticas. A dimens\u00e3o variada do Brasil \u00e9 desafio, mas tamb\u00e9m uma oportunidade de encontrar solu\u00e7\u00f5es locais, solu\u00e7\u00f5es diversas. Precisa ter um Minist\u00e9rio das Cidades forte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Efeitos pr\u00e1ticos de a\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tive a oportunidade de conhecer pessoas que tiveram suas vidas transformadas simplesmente pelo acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, a uma melhor infraestrutura onde vivem. E a transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita a uma gera\u00e7\u00e3o. Os filhos dessas pessoas hoje est\u00e3o em outro patamar de acesso a oportunidades, pelo simples fato de ter endere\u00e7o, de poder pegar transporte para ir a uma entrevista de emprego, \u00e0 escola. E a\u00ed tem a combina\u00e7\u00e3o, no Brasil, de pol\u00edticas sociais de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o superior etc, combinadas a pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de renda, de sal\u00e1rio m\u00ednimo. Isso \u00e9 inspirador: a vida das pessoas transformadas, crian\u00e7as que nasceram em um barraco e que hoje est\u00e3o concluindo a universidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PAC Urbaniza\u00e7\u00e3o de Favelas e Minha Casa Minha Vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente t\u00eam impacto urbano, mas tamb\u00e9m social, ambiental, econ\u00f4mico. Do ponto de vista, por exemplo, de g\u00eanero, voc\u00ea regulariza o solo para as mulheres. O Minha Casa Minha Vida tem esse elemento: o t\u00edtulo vai em nome da mulher; em caso de separa\u00e7\u00e3o, fica com a mulher. Isso, para as mulheres, em termos de promover autonomia, empoderamento, \u00e9 grande.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/brasil\/como-cidades-devem-mudar-para-encarar-crise-do-clima-segundo-brasileira-com-mais-alto-cargo-na-onu\/\">https:\/\/www.estadao.com.br\/brasil\/como-cidades-devem-mudar-para-encarar-crise-do-clima-segundo-brasileira-com-mais-alto-cargo-na-onu\/<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"495\" src=\"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-6.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4403\" srcset=\"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-6.jpeg 450w, https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-6-273x300.jpeg 273w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Foto: Julius Mwelu\/ONU-Habitat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista exclusiva ao \u2018Estad\u00e3o\u2019, Anacl\u00e1udia Rossbach, diretora executiva do ONU-Habitat, fala sobre planejamento urbano, meio ambiente e crescimento das cidades Por Priscila Mengue &#8211; editada por Mariana Collini em 09\/10\/2024\u00a0 A urbaniza\u00e7\u00e3o qualificada de favelas \u00e9 uma das maneiras de reduzir os impactos da crise clim\u00e1tica e, tamb\u00e9m, experi\u00eancias de pa\u00edses em desenvolvimento podem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4403,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[129],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4402"}],"collection":[{"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4402"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4404,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4402\/revisions\/4404"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/summits.estadao.com.br\/imobiliario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}